Business case bom não é o que aprova investimento. É o que continua fazendo sentido depois que o dinheiro foi gasto, a operação começou e o resultado precisa aparecer.

Em projetos industriais, a decisão raramente depende de uma variável só. Custo, capacidade, demanda, rota de produção, layout, headcount, gargalo, prazo e risco se misturam. Quando essas premissas ficam implícitas, a decisão parece técnica, mas ainda está apoiada em opinião.

A primeira entrega é clareza sobre a decisão.

Antes de abrir a planilha, é preciso dizer qual decisão está na mesa: investir, expandir, manter, terceirizar, ajustar ou descontinuar. Sem isso, o estudo vira acúmulo de dado.

  • Qual alternativa está sendo comparada?
  • Qual premissa mais muda o resultado?
  • O risco está no CAPEX, no OPEX, na demanda ou na operação?
  • O projeto cria capacidade, reduz custo, evita perda ou muda posicionamento?
Viabilidade não é defender uma ideia. É revelar em quais condições aquela decisão faz sentido.

O estudo precisa nascer auditável.

Um estudo de viabilidade útil conecta premissas, indicadores e rotina de acompanhamento. A lógica não pode acabar na aprovação. Depois da implantação, é preciso comparar o prometido com o realizado.

  1. Escopo da decisão: investir, expandir, manter, terceirizar ou não fazer.
  2. Premissas: mercado, custo, preço, capacidade, produtividade e restrições.
  3. Modelo: CAPEX, OPEX, fluxo, payback, VPL, TIR e sensibilidade.
  4. Operação: VSM, gargalos, rota produtiva, layout e headcount.
  5. Auditoria: painel pós-aprovação para checar retorno real contra projetado.

O que pode sair desse trabalho.

Dependendo do escopo, uma consultoria pode gerar:

  • business case executivo com cenário base e análise de sensibilidade;
  • matriz de trade-off entre alternativas;
  • painel de acompanhamento de CAPEX e retorno;
  • VSM com gargalos e plano de ação;
  • proposta de layout e dimensionamento de headcount;
  • apresentação para comitê ou diretoria.

O objetivo é reduzir decisão por preferência. A conversa muda quando todos enxergam quais premissas sustentam o resultado e quais riscos precisam ser geridos depois da aprovação.

Tem investimento na mesa e premissas espalhadas?

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